Desenvolvimento

Desenvolvimento

O desenvolvimento do Projecto Mozambique LNG envolve um conjunto de etapas cuidadosamente geridas, desde a perfuração de poços offshore até ao processamento e liquefacção do gás natural e ao transporte de GNL – Gás Natural Liquefeito para clientes em todo o mundo.

Poços – Perfuração e Completação

O gás natural descoberto na Área 1, em Moçambique, é produzido a partir de poços localizados offshore, a grande profundidade abaixo do leito marinho. Cada poço é perfurado por etapas até atingir o reservatório de gás, situado aproximadamente 2.500 metros abaixo do leito marinho.

À medida que a perfuração avança, são instaladas e cimentadas secções de tubos de aço, conhecidas como revestimento (casing), para reforçar e isolar o poço. Uma vez atingido o reservatório, o poço é completado através da instalação de equipamentos de produção, incluindo tubagem de produção em aço, que permite o escoamento controlado do gás natural desde o reservatório até ao sistema de produção.

Recolha

O reservatório de gás natural está localizado a aproximadamente 40 quilómetros da costa, em águas com cerca de 1.600 metros de profundidade. Por este motivo, são necessários equipamentos especialmente concebidos para produzir, recolher e transportar o gás natural até às instalações em terra, onde será processado.

No leito marinho, equipamentos submarinos recolhem o gás proveniente dos poços e encaminham-no, através de uma rede de gasodutos submarinos, para as instalações de GNL em terra.

Estes sistemas submarinos incluem controlos operados remotamente, que regulam o fluxo de gás e permitem interromper a produção em segurança sempre que necessário.

Processamento & liquefação

Quando o gás natural chega às instalações de GNL em terra, é primeiro tratado para ser preparado para o processo de liquefacção. A água, os hidrocarbonetos líquidos e outras impurezas são removidos para garantir que o gás cumpre os padrões de qualidade exigidos.

O gás natural tratado é depois encaminhado para as unidades de liquefacção, onde é progressivamente arrefecido até aproximadamente -162 °C. A esta temperatura extremamente baixa, o gás transforma-se em gás natural liquefeito (GNL), um líquido transparente, incolor e não tóxico.

A transformação do gás natural em GNL reduz o seu volume em aproximadamente 600 vezes, tornando o seu armazenamento e transporte a longas distâncias muito mais eficientes.

Armazenamento de GNL

Uma vez liquefeito, o GNL é transferido para grandes tanques de armazenamento especialmente concebidos, onde é mantido a aproximadamente -162 °C, pronto para transporte.

Os tanques são especificamente concebidos para o armazenamento seguro de GNL a temperaturas extremamente baixas. Utilizam várias camadas de contenção: um tanque interior, fabricado em aço especial, contém o GNL, enquanto uma robusta estrutura exterior de betão proporciona protecção adicional.

As instalações de armazenamento estão igualmente equipadas com sistemas que monitorizam continuamente as condições de operação e permitem desligar os equipamentos em segurança caso seja detectada alguma anomalia.

Transporte Marítimo de GNL

A partir dos tanques de armazenamento em terra, o GNL é transferido através de tubagens criogénicas para o cais de exportação, onde é carregado em navios metaneiros especialmente concebidos para o seu transporte até aos mercados internacionais.

Os navios metaneiros são embarcações altamente especializadas, concebidas para transportar GNL de forma segura e eficiente. Os seus sistemas isolados de contenção de carga mantêm o GNL a aproximadamente -162 °C durante toda a viagem.

Estas embarcações estabelecem a ligação entre as instalações de produção de GNL aos terminais de recepção em diferentes partes do mundo, proporcionando acesso aos mercados internacionais de energia. A partir de Moçambique, a duração típica de viagem variam entre aproximadamente sete dias até ao norte da Índia e dezassete dias até ao Japão.

No terminal de recepção, o GNL é descarregado e armazenado antes de ser regaseificado, processo através do qual é novamente convertido em gás natural. O gás é posteriormente introduzido na rede local de transporte para distribuição aos consumidores finais.

Esta cadeia integrada de abastecimento permite transportar o gás natural de forma eficiente desde a sua origem até aos clientes em todo o mundo, mantendo elevados padrões de segurança, fiabilidade e desempenho ambiental.